“Só os visualmente sofisticados podem elevar-se acima dos modismos e fazer seus próprios juízos de valor sobre o que consideram apropriado e esteticamente agradável. Como meio ligeiramente superior de participação, o alfabetismo visual permite domínio sobre o modismo e controle de seus efeitos.” Donis A Dondis - Sintaxe da Linguagem Visual, 2007.
janela da alma, espelho do mundo
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
olhando imagens
Dentro de um aspecto mais estético da leitura de imagens de obras de arte temos Robert Willian Ott, professor da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, que apresentou um curso no Brasil no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, em 1988. Ele desenvolveu a metodologia “Olhando Imagens” que consiste em seis momentos:
• aquecendo (ou sensibilizando): o educador prepara o potencial de percepção e de fruição do educando;
• descrevendo: o educador questiona sobre o que o educando vê, percebe;
• analisando: o educador apresenta aspectos conceituais da análise formal;
• interpretando: o educando expressa suas sensações, emoções e idéias, oferece suas respostas pessoais à obra de arte;
• fundamentando: o educador oferece elementos da História da Arte, amplia o conhecimento e não o convencimento do educando a respeito do valor da obra;
• revelando: o educando revela através do fazer artístico o processo vivenciado.
Alfabetismo visual?
A alfabetização visual está sendo pensada e discutida, nos tempos atuais, por conta da sociedade estar cercada de informações que se apresentam na forma de imagens. É preciso, portanto, que a escola comece a se preparar pra oferecer uma alfabetização visual. De acordo com Dondis a alfabetização visual consiste em: “Algo além do simples enxergar, como algo além da simples criação de mensagens visuais. O alfabetismo visual implica compreensão, e meios de ver e compartilhar o significado a um certo nível da universalidade.” ( DONDIS, 2007, p. 227)
A Necessidade da Arte
A Função da Arte
O pintor Mondrian falou do possível "desaparecimento" da arte. A realidade, segundo ele acreditava,
iria cada vez mais deslocando a obra de arte, que essencialmente não passaria de uma compensação para o
equilíbrio deficiente da realidade atual. "A arte desaparecerá na medida em que a vida adquirir mais
equilíbrio".
"A arte concebida como “substituto da vida”, a arte concebida como o meio de colocar o homem em
estado de equilíbrio com o meio circundante - trata-se de uma idéia que contém o reconhecimento parcial da
natureza da arte e da sua necessidade. Desde que um permanente- equilíbrio entre o homem e o mundo que o
circunda não pode ser previsto nem para a mais desenvolvida das sociedades, trata-se de uma idéia que
sugere, também, que a arte não só é necessária e tem sido necessária, mas igualmente que a arte continuará
sendo sempre necessária.
Fischer, Ernst. A Necessidade da Arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
O pintor Mondrian falou do possível "desaparecimento" da arte. A realidade, segundo ele acreditava,
iria cada vez mais deslocando a obra de arte, que essencialmente não passaria de uma compensação para o
equilíbrio deficiente da realidade atual. "A arte desaparecerá na medida em que a vida adquirir mais
equilíbrio".
"A arte concebida como “substituto da vida”, a arte concebida como o meio de colocar o homem em
estado de equilíbrio com o meio circundante - trata-se de uma idéia que contém o reconhecimento parcial da
natureza da arte e da sua necessidade. Desde que um permanente- equilíbrio entre o homem e o mundo que o
circunda não pode ser previsto nem para a mais desenvolvida das sociedades, trata-se de uma idéia que
sugere, também, que a arte não só é necessária e tem sido necessária, mas igualmente que a arte continuará
sendo sempre necessária.
Fischer, Ernst. A Necessidade da Arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
“Não vês que o olho abraça a beleza, o mundo inteiro? [...]
É janela do corpo humano, por onde a alma especula e frui a beleza do mundo, aceitando a prisão do corpo que, sem esse poder, seria um tormento [...] Ó admirável necessidade!
Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do universo? ”
Leonardo Da Vinci
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